Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

TRADUÇÕES E LOUCURAS...


Minha alma é um cavalo solto louco a correr por dentro de mim...
Quando a primavera parece outono
As folhas inda não pararam de cair
E as rosas estão atrasadas
Vejo apenas espinhos
E tudo o que restou das queimadas
Árvores jovens ressequidas
Suas folhas mortas ao vento balançadas
Ah, minha alma vagueia por esta estranha estação climática...

Não estou pra conversinhas
Quero mesmo as fatais
Aquelas de por as cartas na mesa
Empurrar a cadeira
Bater a porta na cara de alguém.
Olha o mundo.
O que vê?
Pode ter certeza, não vejo o mesmo que você
Nem que olhássemos para o mesmo céu azul.

Meus ombros estão tensos
Mas você vê? Não, não vê.
Minha cabeça dói
Mas você sente? Não, não sente.
Meu coração está triste
Mas você se importa? Não, não se importa.
Meu corpo todo fala, mas você não ouve
Porque o som do meu corpo
Só pode ser sentido com a sensibilidade de um louco...

É coisa de louco
No dia em que o louco
Achou sanidade suficiente no sabor
No sabor
No sabor que a lembrança de um beijo traz
O dia em que percebi minha loucura ninguém viu. Eu estava sozinha, em casa e comecei a chorar. No entanto, a loucura é um processo, até que culmina e explode. O dia em que explodi também ninguém viu, eu continuava sozinha, ainda bem. Chorei de novo, porém menos, a loucura nos dá um conforto que só os loucos sabem...
Eu me traduzo fácil     
Basta me olhar bem nos olhos
Eles dirão tudo o que você precisa saber...

sou insano estou insano insano estou
poetainsano
alguém falou comigo?
não quero ouvir
não aguento mais ouvir o que vejo
não aguento mais
transformou-se em loucura meu desespero
estou me desumaninsano
Postar um comentário