Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

Natal...


O Natal é nascimento. De um Homem tão importante que marcou a História, que se tornou uma data tão grandiosa que é comemorada com festas e banquetes... Ah, se há festas, se há banquetes, é graças ao seu nascimento. Independentemente da religião, Ele é exemplo a ser seguido e ainda disse que poderíamos ir além... Morreu uma era e outra nasceu com Ele. Começo. Recomeço. Hora de unir pessoas, famílias, amigos. Talvez, hora de unir-se a si mesmo.
Respeito quem considera a data triste, embora, seja para ser comemorada. Talvez a tristeza se deva porque é um momento em que ficamos mais emotivos, lembramos de pessoas que partiram, um lugar vazio na mesa, um lugar vazio ao seu lado... Partiram, foram embora, ou precisaram partir...
Mas Natal é Natal. É o nascimento de Cristo. Ele veio pregar o Amor. Coisa difícil de praticar... “Ama ao próximo como a ti mesmo”, ao próximo... como a mim mesmo... Com a prática de uma única frase desse Homem o mundo seria outro.
Quem sabe, no Natal, emotivos, nos deixemos ser outros. Encontremos a nós mesmos, encontremos ao outro, nos banqueteemos de verdadeira alegria, de verdadeiro amor; nos fartemos de esperança, do desejo e da prática da mudança para melhor. Tenhamos a incompreensível sede de viver, de viver mais, de viver tudo, apesar das contradições que a própria vida nos impõe, apesar das dores por que passamos para a evolução da nossa alma.

Gosto quando também a noite cede lugar
Ao dia de céu azul ensolarado
E as esperanças penduradas nas pontas das
Árvores de natal que acendem
As esperanças perdidas dos futuros saudosos
Nos acontecimentos do cotidiano antes rotineiro

E aí dói... uma dor bonita, profunda
Que ultrapassa qualquer entendimento do nosso plano
E dói... e deixá-la doer é necessário
Cortar a dor é como cortar o galho de uma árvore
Que promete dar frutos, e dos bons
E dói, lá dentro, no cerne, que parece matar...

Matar... e vai matando aos poucos
Tudo aquilo que tem de morrer e vai ficando
Apenas tudo aquilo que deve permanecer
Às vezes assisto, às vezes padeço, às vezes nasço...
Sinto a natureza fazer sua obra em mim...
Como se um poeta insano me escrevesse num livro infinito...

Sou eu apenas sentindo... permitindo
A vida correr em mim e eu pulsando na vida
Levando os golpes da vida e golpeando a vida em mim
Hoje não sou mais o que ontem pensava ser amanhã...
Deixo a dor me lapidar, quando sinto medo, olho pro céu...
Azul radiante em mim, não somos feitos apenas de noites...
por Elayne Amorim
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