Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

Tuas palavras II


Tuas palavras são assim
Como sangue
Que após sorvido e o corpo
Levemente satisfeito
Desaparece
Fluido e fugaz
Sem deixar vestígios
Já tenho sede outra vez
Mas tu, esperto como és,
Deixa-me na sede, com a alma ressecada
Repleta de desejo, definhando
Pelos cantos
E eu implorando, me arrastando
E você sorrindo, de longe
Com a boca estancando as palavras
Aquelas palavras que me reanimaram
Mas que não me devolveram à vida
Sinto como se fosse sempre assim
Eu sedenta
Enquanto que tu me alimentas
Quando bem entenderes
Levaste o vermelho, fiquei pálida
Com meus sentimentos brancos
Cada vez mais perdidos outra vez.
por Elayne Amorim
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