Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

Pelos séculos



Acaso teria eu o poder de transformar tristeza em alegria?
Ah, se pudesse, de meu poema então tu jamais partirias
Porque fostes sonho, loucura e parte de minha fantasia
Meu sentimento antigo à tona trouxestes
Porém, como era de se esperar, deixei que fosses
Deixei, deixaste, deixamos que final tivesse
Não posso negar que chorei, neguei, me arrependi
E que nem um verso bonito ou qualquer me devolveria a ti
Porém, o verso tem essa coisa de imortalizar o que se faz mortal
Tu és mortal – mataste-me e não morreste dentro de mim –
Porém, o verso deixou que ficasses bem delineado
Em minhas lembranças mais profundas, amor frustrado
O verso te traz pra mim, tornou-te imortalizado
Quando olho pra Lua, quando uivo pra Lua
Não é lamento, são estranhas lembranças
Que me encorajam a sair em tua procura

Eu saio a tua procura... viajando em versos
Viajando em noites escuras... sinto-te muito perto
Porém teu corpo longe está... sinto-te muito, muito perto
Porém teu pensamento longe está... sinto-te extremamente perto
Porém teu sentimento onde estará... sinto-te despudoradamente perto
Porém... nossos destinos tornaram-se paralelos
Quantos anos mais até nos vermos de novo?
Quantas vidas mais até nos tocarmos de novo?
Não seria exagero dizer-te que te procurei por séculos
Seria exagero dizer-te que te procurarei por mais outros séculos?
por Elayne Amorim
Postar um comentário