Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

O que nos resta senão buscar o amor?

Dia dos namorados. Inspira. E nos faz inspirar novos ares, novas buscas. O que nos resta senão buscar o amor? Senão idealizá-lo novamente. Sentir-se renovado com o mesmo coração selvagem de antes, aparentemente armado, porém à espera de uma doma, de uma conquista que o devolva à loucura e o faça bater descompassadamente. Sim, essas coisas existem. É da natureza humana amar, querer ser amado, aprender a amar e descobrir aos poucos que amor e dor não combinam... Se nossa capacidade de amar é limitada, o importante é que queiramos expandi-la, não nos ocultar por trás dos nossos medos e desilusões, mas nos tornarmos amantes cada vez mais ferozes na loucura de amar, de se apaixonar, de perder o rumo com alguém que nos faz bem...

Pensar em ti, achar tua imagem em meus pensamentos em meio aos resquícios do dia atarefado. O que mais eu poderia desejar senão te encontrar? Mesmo que em um vislumbre de lembranças e ontens às margens do rio de saudade que corre em mim. Encontrar-te. Um só dia sem te ver já é o suficiente para eu me desesperar. Estar enamorado então seria isso?
Ao que ao meu silêncio tu ainda te lembras de perguntar-me como foi meu dia... meu coração palpitando no peito ao som de palavras tuas que chegam virtuais...
Ah, banalidades. Tudo do mais importante é a sensação  inexplicável de sobrevoar o abismo e reprimir o medo do precipício da paixão...
Pra quê querer congelar o insano coração ao passo que a sangria desatada é o que nos marca a vida? Prometer-se não amar jamais. Mas como? Resistir ao bem do amor, sem depois, sem ontem, sem pra-sempres jogados à lama das desilusões...
Se há homem ou mulher certos um ao outro não sei... certo é que coração vazio não faz poesia; seja com sangue, lágrima ou suor - ou com os três - só se vive de verdade quem ama, quem se deixa amar...
por Elayne Amorim
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