Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

Eu diante de mim

Somos amplidões de nós mesmos, campos vastos que às vezes nos esquecemos de explorar...
Não é que seja o nada, nem o vazio.
É um desbravamento, quando se constata a vastidão.
Diante de amplitudes de mim sinto-me estonteante,
Coisas que não se podem ver, só sentir;
Que não se podem traduzir, só poetizar.

Hoje estou assim, na ansiedade de viver,
Fico estática, apavoro-me até quando paro.
O tempo, que é o mesmo, corre
E eu parada vendo as imagens se movimentando.
Não digo que seja não saber por onde começar

Já comecei há tempos, talvez seja o como.
Como continuar, prosseguir, seguir.
Não é seguir em frente, mais adequado:
Adentrar a esta amplidão de mim.
Não é que há medo, percebo que não tenho fim.
por Elayne Amorim
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