Não tenho filosofia. Eu tenho poesia

O ser humano é isso...


          
        Alguns acham que o universo pode ter muitas dimensões. Eu diria que o universo tem bilhões, cada qual trazendo uma angústia, uma felicidade, um amor, uma esperança.  Não temos noção do tamanho do universo, mesmo que ele seja finito, é grande demais o bastante para assustar. Quando o contemplamos, na verdade, temos uma mera noção do nosso tamanho, somos seres tão ilimitados quanto o universo é infinito.
         Áreas inexploradas, ocultas, que jamais revelaríamos a outras pessoas, é o medo do infinito, do incompreensível, de ser julgado. Áreas tão amplas que vamos tentando tapar com o passar do tempo, dos anos, surgem as famosas máscaras, a perda de identidade, o sofrimento pelo preconceito alheio, como se cada um de nós não fosse um universo em expansão constante.
         Não nos conhecemos. Não temos ideia do que somos capazes de fazer, criar, inventar. Podemos ser o que quisermos e ir para onde bem desejarmos, mas temos medo de nos olhar. Temos medo de falhar nessas viagens. Olhar para si é tarefa difícil, pois somos humanos e incompletos, expandindo para onde nem imaginamos ir algum dia. Vemo-nos tão semelhantes e tão diferentes, percebemos que nossos parâmetros podem estar errados e temos que mudar o rumo das nossas opiniões.
         Contemplar o universo do outro (que em parte se exterioriza) é lindo. Contemplar-se a si mesmo é vital. Não ter medo de ser quem é, não se julgar incapaz, pois se há uma coisa que nós não somos é sermos incapazes. Não deveríamos criar e nem valorizar limitações, pois seria como impedir uma estrela de brilhar. Cada um de nós é um universo, ilimitado, ilimitável a não ser por nossa própria escolha.
         O único buraco negro que poderia nos engolir é nosso comodismo, nosso próprio medo. Existe algo em nós que quer aprender sempre mais, que quer crescer e evoluir infinitamente: o pensamento, que habita nossas mentes e almas e, mesmo que não seja tarefa fácil, vale a pena, vale muito a pena deixarmos o espírito solto, sem medos nem preconceitos e perceber que a maior de todas as maravilhas é essa nossa mente infinita, insondável, da qual utilizamos (feliz ou infelizmente ???) apenas meros três por cento...
por Elayne Amorim
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